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Dramaturgia Celeste: a função dramática da Lua

By | 2018-03-26T23:16:22+00:00 quinta-feira, 07 dez 2017|Destaque, Planetas|0 Comentários

 

Em Astrologia Natal, a Lua, quando não é a própria protagonista da história, exerce a função dramática chamada Camaleão.

A figura do Camaleão é aquela que se apresenta ao herói, à consciência, como personagem ambíguo, fugidio, bom e mau, ao mesmo tempo. A mudança de aparência e humor é típico da Lua e, por isso, a Lua é o Camaleão da jornada da consciência.

O Camaleão é a mão que balança o berço enquanto a outra que afoga o crescimento. É o amor que liberta e prende, ao mesmo tempo. É quando a mensagem é sim e não, simultaneamente. E quando o protagonista da história encontra essa personagem, é porque encontra-se também em mutação, mudando de cor.

A função do Camaleão é trazer dúvida e ambiguidade às narrativas. Quando nos perguntamos se podemos confiar ou não, se o amigo (a) é um aliado ou não, se o amor é fiel ou não, estamos diante de um Camaleão. E encontrar um Camaleão é como encontrar o Gato da Alice – é preciso reconhecê-lo para ir adiante. Direções e trânsitos dirão as possíveis datas deste encontro.

Em natividades em que a Lua é o Almutem da Carta, ou encontra-se na casa 1, ou em júbilo, dignificada, em signos úmidos, estamos diante de alguém que incorpora em sua personalidade a função do Camaleão. O protagonista da natividade é o próprio Gato da Alice.

O Camaleão se apresenta, sem querer, e geralmente sem saber, a quem precisa se deparar com a própria ambiguidade, estimulando grandes mutações na história, em si e no outro, já que é da sua natureza se fazer um grande catalisador de mudanças.

Sobre o Autor:

João estuda Astrologia desde o fim dos anos 90. Criador do site Saturnália - Astrologia & Cidade, agora também Escola de Astrologia Tradicional. Propõe uma astrologia enraizada nos fenômenos culturais e uma releitura crítica da astrologia antiga. Dedica-se preferencialmente à prática da Astrologia das Natividades. Nestes 25 anos de estudos, desenvolve o que chama de Dramaturgia Celeste, astrologia como linguagem, o céu como narrativa.

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