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A pedra fundamental da Astrologia

Atualizado: 28 de fev. de 2023







“- O que está no Alto é o que está Embaixo – tudo é milagre de uma única coisa”. – Hermes Trimegistus


Astrologia é uma linguagem que versa sobre a natureza e a fortuna de um determinado tempo celeste.


O mapa astral é o registro gráfico do céu de um determinado momento visto a partir de um determinado local. É sobre este registro que o astrólogo se debruça para tecer o seu discurso.


Para Astrologia, o céu é texto. Texto que versa sobre a qualidade e a sorte de um determinado tempo. Em outras palavras, a Astrologia é uma linguagem sobre os desígnios do Tempo.


Astrologia também é uma cosmovisão, uma filosofia, um modo de compreender a natureza cíclica do tempo. Não é exagero dizer que a Astrologia é uma Poética do Tempo.


A carta astrológica é um ideograma, um código que narra uma história, uma imagem, um traçado mnemônico, uma sorte. E são as cartas ou mapas dos céus que alimentam os cinco principais ramos da Astrologia, a saber:


Astrologia Horária – a que responde perguntas a partir do céu da pergunta;

Astrologia Mundana – a que se debruça sobre os caminhos e descaminhos de cidades e nações;

Astrologia Eletiva – a que determina abertura de determinada ação sob um determinado céu para atingir determinado fim – prática nitidamente mágica e/ou alquímica;

Astrologia de Eventos – a que estuda a natureza e o destino de acontecimentos na urbe, tal um evento esportivo ou cultural;

A decumbitura – a que estuda a natureza e o destino da enfermidade, quando alguém cai de cama;

e, por fim, a mais conhecida, a Astrologia das Natividades – a que trata do céu das pessoas, isto é, de biografias.


Apesar dos seus diferentes ramos, Astrologia é uma linguagem, tem seu alfabeto e suas regras.


Em outras palavras, Astrologia é software de leitura sobre os desígnios do tempo na terra a partir de posições celestes. O código-fonte desta inteligência que traduz correspondências do tipo assim na terra como no céu é a analogia. E a analogia é uma ciência que perpassa e trama todo o saber astrológico. Quando aplicada aos seus diferentes ramos, adapta-se ao contexto, sofrendo modulações. Por exemplo, se o Sol é significador do rei no mapa de um país, no mapa de uma pessoa, é representação do pai. Se Mercúrio, no mapa de uma cidade, é significador da imprensa, no mapa de gente, a forma de se comunicar. Para dominar a poética astrológica é preciso dominar a arte das correspondências. Tudo que há Acima tem uma correspondência no Alto.

Para dominar a poética astrológica é preciso então saber sobre os seus elementos mais fundamentais: signos, planetas, estrelas fixas, casas e o lugar dos planetas em relação uns aos outros. Assim como sobre o cálculo dos Lotes ou Partes Arábicas e os primeiros delineamentos segundo a tradição. O mapa radical é a estrutura do destino. É dentro desta estrutura que o Destino conjunto ao Tempo atua.


Também é preciso, necessariamente, o entendimento do mapa em movimento, isto é, as técnicas que precisam o quando da sorte anunciada no mapa em julgamento. Em outras palavras, é preciso saber do tempo da estrutura.


Astrologia é um saber sobre o que o Destino quer com a gente. Além de saber o que o Mundo quer com a gente, é preciso saber quando. Por isso, Astrologia é também um saber sobre a rítmica do Tempo.


Tudo que acontece na vida do nativo está indicado em seu no mapa natal. No mapa horário, no céu da pergunta. O destino de uma cidade, no mapa da cidade. Todo mapa tem a sua própria rítmica. As técnicas de precisão (previsão) apenas determinam o tempo da manifestação prometida nos mapas radicais. Por isso que a Astrologia é um sofisticado sistema de justiça. Em seus mapas, a cifra do que está destinado, o seu quinhão, está indicado. E também o momento da obtenção.


João Acuio



Ilustracao: Pryscila Vieira

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